27.8.07

I amsterdam

'I amterdam is the motto that creates the brand for the city and people of Amsterdam. The I amsterdam Manifesto proclaims the core message behind this motto, and explains the reasons why this message exists.'http://www.iamsterdam.com/


iamsterdam

Acho que essa foto ilustra o quão exótica e diferente é a cidade. Dizem que é a cidade da tolerância, muito conhecida pelo do distrito da luz vermelha, e pelos coffee shops(que vendem de tudo menos café).
Ah sim, tem milhares de canais que só me faziam ficar perdido. Me perguntaram se a cidade cheirava mal por causa dos canais mas só pude distinguir duas fragrâncias: a comida dos restaurantes e a maconha dos coffee shops.

O bairro da luz vermelha é surreal. As moças ficam mesmo nas vitrines na beira da rua com as luzinhas vermelhas esperando por algum cliente, achei que fosse um lugar bem underground mas era bem turístico isso sim, tinha até umas senhoras passeando por lá.


É também a cidade das bicicletas!


Bicicleta é o principal meio de transporte(no centro pelo menos) e parece ter prioriadade até sobre os pedestres. Aluguei uma bicicleta pra andar por lá e é realmente muito bom: não há subidas e há ciclovias por toda parte. Só é chato pra estacionar, é difícil arrumar um caninho sequer pra amarrar a dita cuja.



Há bastante bicicletas diferentes como bicletas com caçamba ou com assentos para as crianças como essas:

ninguém fez pose nessa =(

personalizadas:
as crianças são todas fofinhas e simpáticas como os outros holandeses

acho que ela tava de olho na minha bolacha
as duas ultimas fotos são do Vondelpark, acho que era o maior parque por lá

tirei a foto correndo com medo que a mãe não gostasse ou coisa do tipo mas no fim das contas ela era super simpática e achou graça de tirar foto.

Pausa pra comida
Alguém sabe o que está escrito?? Comprei achando que fosse algum tipo de mortadela mas era um patê com gosto de miúdos de frango.

Taê o banquete com queijo Gouda original(parece que lê-se algo do tipo rouda) bem melhor que o vendido em Portugal
Bom ai pode-se ver um dos canais, uma das milhares de casa-barco, um predinho inclinado e logo atrás de mim um bando de turistas apontando para a casa onde a Anne Frank se escondeu durante a II Guerra. As construções todas pelo menos no centro histórico tem a essa cara. Na fachada de muitas delas uma viga com um gancho onde uma corda(talvez com uma polia) era utilizada para suspender coisas até o andar superior e para evitar que batessem nas paredes ou janelas a fachada era construida inclinada para frente.

Pra quem não sabe Anne Frank era uma garota judia que se escondeu com a família e mais algumas pessoas por mais ou menos 2 anos no Anexo Secreto nos fundos de um escritório-depósito onde funcionava uma empresa de comercialização de especiarias. O grande lance é que durante todo esse tempo ela escreveu um diário que sobreviveu a descoberta do esconderijo e foi publicado como livro em várias línguas. Onde era a casa, agora é um museu. Pode-se visitar os cômodos do Anexo Secreto onde há exposições sobre a vida das pessoas que se esconderam lá, coisas sobre o holocausto, objetos usados pelas pessoas da época e manuscritos do diário( acabei de ler no wikipédia que pode ser uma farsa :O ). Eu imaginava a casa sendo menor só lendo o livro mas enfim, devia ser mesmo complicado viver tanta gente ali por 2 anos e dentre outras coisas não poder usar a descarga do banheiro durante o dia!

Lá estou eu em frente a entrada original do escritório

A plaquinha que não dá pra ler

Em Amsterdam ainda há mais um punhado de museus. Dos de arte só fui ao museu do Van Gogh, muito bem arranjado. Nesse mesmo dia enquando me perdia um pouco com a bicicleta topei com um museu sobre tortura e não pensei duas vezes pra entrar. Era engraçado de tão estranho, lá está exposto alguns exemplares e painéis com desenhos e explicações sobre os mais variados instrumentos de tortura da idade média, muitos deles usados pelo pessoal da inquisição.

Pela rua pode-se ver pessoas de tudo, inclusive foi lá que vi um dos melhores shows de rua: um americano que escapa de camisa de força e de um punhado de correntes e cadeados e consegue fazer piada por mais de 30 min com todas as pessoas que passam pelas ruas.

Ah! Lá até os mendigos falam ingles melhor que eu.

10.8.07

Cheguei mais perto do Brasil!

Hoje fazem quatro meses! Ontem fui ao Cabo da Roca, o ponto mais ocidental da europa continental. Foi o mais perto que cheguei do Brasil nesse tempo.

«Latitude, 38º 47´ Norte; Longitude, 9º 30´ Oeste. Dizem os entendidos que aqui está o ponto mais ocidental da Europa continental, coordenadas de esperança para quem navega as costas da finisterrae. Coisa pouca, admita-se. Camões preferiu dizer o mesmo por outras palavras e saiu-lhe um «onde a terra acaba e o mar começa». Simples, belo e tão inquestionável como Latitude 38º 47´ Norte, Longitude 9º 30´ Oeste. Afinal, talvez a única diferença entre as reflexões do poeta e o raciocínio do geógrafo esteja apenas e só na maneira de como cada um diz as mesmas coisas.
A paisagem entra pela alma e quase desperta o "desejo absurdo de sofrer" que experimentou um dia Cesário Verde nas ruas de Lisboa, ao anoitecer. Será da vegetação rasteira devastada pela maresia, tentando sobreviver entre os penhascos de rocha crua?
Depois, passado o farol, é o confronto de peito aberto com o mar. Respira-se a custo, sente-se nas costas todo o peso do continente, enquanto os olhos se abrem para o convite do oceano. É no Cabo da Roca que a expressão "jangada de pedra" ganha todo o seu significado, com a vantagem de cada um poder sentir-se timoneiro, comandante ou náufrago da embarcação. Ou nostálgico do mar, que é símbolo de partida e da esperança de um eterno recomeço. Certo, certo é que ninguém de lá sai como chegou e para franquear o portal mágico do Cabo da Roca não é preciso password. Basta ir, fazer uma pausa nos fins-de-semana consagrados aos templos do consumismo e recuperar um pouco, nem que seja só um bocadinho, daquela ligação ancestral à terra, à natureza e a tudo o que sensibiliza e enobrece.» Camara municipal de Sintra

Foram eu e mais quatro pessoas da residência na aventura: o Marcelo velho de guerra, os já conhecidos Ridwan e Foguinho e mais o Rafael que é brasileiro com documentos portugueses. A aventura consistia em ir até Cascais, emprestar as bicicletas da prefeitura e ir até lá. Não sabiamos o quanto longe mas a idéia era ir até onde desse. E não é que deu! Em Cascais há ciclovia ao longo da costa que é muito bonita com as falésias e tudo. Até a praia do Guincho o percurso é fácil: o terreno é plano mas depois é dureza, só subida e sem ciclovia de lá até o destino a bicicleta foi praticamente só empurrada. Pelo menos a volta foi só descida =). Depois de chegar de volta os cálculos googlelísticos do Marcelo apontaram que o percurso ida e volta ultrapassou os 40km =O

Coisas que se ve pelo caminho:

Algum outro camininho que leva a algum outro lugar qualquer
A vegetação é muito interessante!

Muito bonito esse lugar! E o Marcelo lá de boa.

O marcelo tirando uma foto, mas parece uma cena do Karate Kid

Praia!

Hotel ou coisa parecida no Guincho. O muro-falésia cerca uma piscina luxuosíssima

Paradinha estratégica pra comer tomar água e...

...esperar o Ridwan chegar =)
As bicicletas foram assim em grande parte da subida

Quase lá! Ja dá pra ver o farol!

E chegando lá o vento estava forte e muito frio!

O farol

Turistas

Mais turistas

Turista interessado na vegetação, parece até uma criança =)

Umas pedrinhas solitárias


Umas pedrinhas estilosas
Foto oficial
Legenda:
1 Foguinho
2 Eu mesmo
3 Ridwan
4 Rafael
5 Marcelo

E troféu quem conseguiu ir até lá!

2.8.07

Casa nova

Vou passar o verão no campo! Vista da janela do quarto:


e colocando metade do corpo pra fora da janela:
Vista do Tejo ou do oceano, já não sei o que é aqui.

A residência é ótima e não tenho que dormir numa beliche barulhenta. O problema é que fica longe de tudo, o único supermercado perto é meia boca e tenho que pagar no mínimo 2 bilhetes de transporte pra chegar em qualquer lugar de Lisboa.

Ao menos tenho uma praia meia boca a uns 2 km de casa e tem um cantinho da residência que pega internet não sei de onde.